domingo, 18 de junho de 2017

Poema: Deixe morrer.





Haja sangue, e dor
Parabéns pra todo escória, meu mundo é um horror
Mas não vou sangrar sozinho
Quer ser meu amiguinho?
Nas trevas no escuro e no som do silêncio
Farei lamentar, cada lágrima que me fez derramar
Vamos correr pela cidade
Colocar a polícia para trabalhar
Quando o dia chegar ninguém vai acreditar
Na desgraça que acabo de executar
Vamos recriar o bates motel
Vamos empalar alguns perdidos
E transar como bandidos
Vamos celebrar os nossos pecados
Com sangue nas mãos
Vamos ficar de joelhos e saudar o príncipe
Vamos ficar de quatro e saciar os demônios
Não há saída pro inferno em que você me empurrou, vadia
Sorria
Acabou de apagar a luz
E não tem mais saída
Agora eu entendo, não há como sair do inferno
Porque o inferno está em mim
Em cada gesto de martírio, uma facada nas costas
Em cada pedido de perdão, um desdém no olhar
E no orgulho há arrogância
Não consigo mais caminhar.