domingo, 4 de junho de 2017

Poema: Ódio




Mesmo com o mundo nas mãos eu estava sozinho
Não era problema de ninguém
Só tinha a ver comigo
Sujeira, abominação, o demônio olhou pra fora
E só viu a escuridão
Talvez só precise de outra perspectiva
Um sinal amigável de vida
Alguém pra conhecer o que eu digo
E perceber que eu não tenho abrigo
Disseram que eu estava fadado ao inferno
E aqui estou acorrentado
Do lado externo vi caírem um a um meus soldados
As forças inimigas cruéis com o apoio de deus
Lamentavam cada soldado que matavam
Abençoada seja a hipocrisia
E abençoado seja cada morto que fora vitima dela um dia
Na estrada do inferno encontrei meus amigos
Todos feridos, estuprados, torturados, humilhados
Enquanto os agressores eram abençoados
Eles eram os homens de bem
Eles eram os homens da igreja
Agora, Jesus, traga mais uma cerveja
Essa é a conversa, me chame de diabo
Chame-me de vilão, covarde, cramunhão
Mas é o povo de deus que carrega uma infinidade de vidas nas mãos.

Esse poema é dedicado a um amigo que foi estuprado por ser gay, e aos homens da igreja que riram da cara dele e disseram que isso era o que ele merecia. Amém, que Jesus queime com vocês no inferno, desgraçados filhos de uma puta.